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leituras



Sexta-feira, 30.01.04

Até Amanhã Camaradas

de Manuel Tiago, 1989.

Edicções Avante


Manuel Tiago é o pseudónimo literário de Álvaro Cunhal (facto assumido pelo próprio em 1994). Por isso não é de admirar que este livro se centre no quotidiano dos funcionários do partido comunista durante o regime de Salazar. Embora sendo um olhar sobre a realidade portuguesa, que parte de dentro da própria estrutura partidária, não deixa de ser uma observação muito interessante, uma vez que os sujeitos desse olhar são os homens e as mulheres que fazem a experiência da clandestinidade. Se ali podemos encontrar a mesquinhez, a ignorância e a estupidez, somos igualmente surpreendidos pela generosidade, pela solidariedade... pela vontade de resistir.

Quando a memória individual e colectiva teima em arrumar, no baú das más recordações, esse período negro da nossa história, a narrativa de Até Amanhã Camaradas, permite, pelo menos, relembrar-nos até onde nos pode levar a nossa condição humana. Para o bem ou para o mal. 

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por M Bento às 22:21



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