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leituras



Quarta-feira, 12.11.03

Asterix - O Grande Fosso

de Goscinny- Uderzo, 1980.

Bertrand Editora

 

 

Desculpem-me, mas volto à Banda Desenhada. Prometo que depois retomarei a prosa.

Asterix e Obélix são duas personagens que me fizeram companhia durante muitos anos. Aquela aldeia é verdadeiramente uma terra de loucos (ah, santa loucura!!!)!

Por de trás da imaginação prodigiosa, dos autores, num universo aparentemente tão limitado como é o de uma aldeia, perdida algures nos confins do império romano, que resiste hoje e sempre ao invasor, existem sempre outras leituras possíveis das loucas aventuras dos nossos heróis. Esta história que aqui hoje vos sugiro, é apenas uma das muitas possíveis. Uma aldeia que se desentende internamente e que por isso cava um fosso separador é uma dessas possíveis metáforas. Quando esta obra foi editada, em 1980, estávamos em plena guerra fria, com uma bela cidade, bem no coração da Europa, dividida por um ignóbil muro da vergonha. É no mínimo interessante.

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por M Bento às 22:00

Terça-feira, 11.11.03

O Mundo Da Mafalda

de Quino

Bertrand Editora

 

 

Continuo no campo da banda Desenhada.

Palavras para quê, é a terrível Mafalda e basta! No final da minha adolescência devo a Quino e à sua Mafalda, o ter aprendido a olhar o mundo com olhos de ver. Fundamentalmente, ter aprendido a não ficar indiferente. leiam e divirtam-se.

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por M Bento às 23:55

Segunda-feira, 10.11.03

A Vida Começa às 6:40

de Brian Basset

Gradiva

 

 

O segundo álbum da série Adam publicado em Portugal, narra-nos as aventuras de uma família que deve muito pouco às convenções: enquanto Laura, a mãe, enfrenta os desafios de uma carreira profissional, Adam, o pai, toma a seu cargo a lida doméstica e a educação dos três filhos: Clayton, Katy e o bebé Nick. É nesta inversão dos papéis familiares tradicionais que Brian Basset funda o humor e a ironia que caracterizam as suas páginas, oferecendo-nos um olhar cheio de ternura sobre o quotidiano de uma família dos anos 90. 

A vida de Adam começa, pois, às 6:40 e prossegue a um ritmo imbatível. Entre as trouxas de roupa suja, as experiências culinárias e as birras dos três rebentos, os contratempos sucedem-se e nada parece correr como planeado. Mas será tudo, afinal, por uma boa causa: o prazer do leitor.” (in Sinopse da Obra)  

 

Não é apenas na prosa, ou na poesia, que podemos encontrar obras que nos enchem a alma. Também na Banda Desenhada nos podemos muitas vezes surpreender com uma narrativa de qualidade quase sublime. Neste caso, as aventuras e desventuras de Adam e sua família são muitas vezes como um bálsamo nas nossas vidas. Confesso que com as obras desta colecção fui brindado, muitas vezes, com momentos deliciosamente hilariantes. Por um lado, a nós que somos pais, sabe tão bem ver que as experiências que vivemos com os nossos filhos não são únicas e que têm bastas vezes um lado cómico (ou trágico-cómico). Por outro lado sabe igualmente bem saber que o pior ainda não nos aconteceu. Por isso: OBRIGADO ADAM.

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por M Bento às 23:52

Domingo, 02.11.03

O Último Cabalista de Lisboa

de Richard Zimler

Porto Editora

 

O Último Cabalista de Lisboa

O Último Cabalista de Lisboa é um romance cuja acção decorre em 1506 entre os judeus forçados a converter-se ao cristianismo, no reinado de D. Manuel I. Em Abril desse ano, durante as celebrações da Páscoa, cerca de 2000 cristãos-novos foram assassinados num pogrom e os seus corpos queimados no Rossio. As principais personagens pertencem a uma família de cristãos-novos residente em Alfama, cujo patriarca, Abraão Zarco, é um iluminador e membro da célebre escola cabalística de Lisboa. Depois do pogrom, ele e uma jovem rapariga são encontrados mortos na cave, com a porta fechada por dentro. (...) Estes os mistérios que terão de ser resolvidos por Berequias Zarco, sobrinho de Abraão e seu discípulo no estudo da cabala. ” (in Sinopse da Obra)

Mais um romance cuja acção decorre tendo como pano de fundo acontecimentos históricos. Neste caso o episódio dramático dos cristãos-novos no reinado de D. Manuel I. É um período que a memória nacional tenta não recordar. Parece que interessa esquecer. Mesmo quando se fala disto nas escolas, tenta-se fazê-lo com o máximo de leveza, não parando nele muito tempo. Para a nossa ideia de brandos costumes, que orgulhosamente pensamos ter, estes acontecimentos em pleno século XVI são altamente incómodos.

O romance está extraordinariamente bem escrito, com uma narrativa simultaneamente agradável e intensa. O enredo policial é muito inteligente e o desfecho espantosamente surpreendente. Vale a pena ler. Aproveitem as férias para o fazer.

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por M Bento às 21:42


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