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leituras



Quinta-feira, 25.09.03

A Voz dos Deuses - Memórias de um Companheiro de Armas de Viriato

 de João Aguiar

Edições ASA



É um dos mais belos romances portugueses que li. João Aguiar revela aqui ser possuidor de uma escrita simultaneamente clara, leve e rica. É uma obra que se lê de um fôlego, isto é, uma vez iniciado só se consegue parar no fim, tal é a intensidade narrativa. Quase apetece que alguém pegue  nesta obra e a transforme numa obra cinematográfica.

Sendo um romance de cariz histórico, não deixa de nos interrogar sobre o caminho que as sociedades contemporâneas vão percorrendo. Vale mesmo a pena ler.

 

Em 147 a.C., alguns milhares de guerrilheiros lusitanos encontram-se cercados pelas tropas do pretor Caio Vetílio. Em princípio, trata-se apenas de mais um episódio da guerra que a República Romana trava há longos anos para se apoderar da Península Ibérica. Mas os Lusitanos, acossados pelo inimigo, elegem um dos seus e entregam-lhe o comando supremo. Esse homem, que durante sete anos vai ser o pesadelo de Roma, chama-se Viriato.
Entre 147 e 139, ano em que foi assassinado, Viriato derrotou sucessivos exércitos romanos, levou à revolta grande parte dos povos ibéricos e foi o responsável pelo início da célebre Guerra de Numância.
Viriato foi um verdadeiro génio militar, político e diplomático. Mas, sobretudo, Viriato foi o defensor de um mundo que morria asfixiado pelo poderio romano: o mundo em que mergulham as raízes mais profundas de Portugal e de Espanha. É esse mundo, já então em declínio, que este livro tenta evocar.
” (in Sinopse da Obra)

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por M Bento às 22:39



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